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		<title>A articulação de muitas Minas</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2012 22:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Midia Livre</dc:creator>
				<category><![CDATA[[2011] Últimas Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O estado de Minas Gerais é conhecido por sua grande variedade, geográfica e cultural. Durante o Congresso Fora do Eixo Minas vem sendo discutida a integração desse vasto e variado território, seja internamente, seja com...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">O estado de Minas Gerais é conhecido por sua grande variedade, geográfica e cultural. Durante o Congresso Fora do Eixo Minas vem sendo discutida a integração desse vasto e variado território, seja internamente, seja com os Estados vizinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Com este fim, foi mapeada a representação da rede nas diferentes mesorregiões do Estado. O Estado de Minas é dividido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 12 mesorregiões. Algumas mesorregiões foram agregadas por questões logísticas, ficando o mapeamento dividido em seis regiões: Zona da Mata e Campo das Vertentes, Sul e Sudoeste de Minas, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Metropolitana de Belo Horizonte, Norte de Minas, e Leste de Minas (Vale do Mucuri e Vale do Rio Doce).</p>
<p style="text-align: justify;">O mapeamento permite visualizar o potencial de articulação dos agentes e facilitar a circulação das tecnologias sociais livres construídas em fluxo continuo pela rede.</p>


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		<title>Só Dói Quando Eu Respiro</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2012 05:37:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Midia Livre</dc:creator>
				<category><![CDATA[[2011] Últimas Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Grupo de Teatro Omkara 3º Congresso Fora do Eixo Minas &#8211; Cenários Possíveis Funarte O que te desassossega? Só dói quando eu respiro e tudo isso me desassossega, um rumor ao entrar na sala &#8211;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">Grupo de Teatro Omkara</p>
<p style="text-align: justify;">3º Congresso Fora do Eixo Minas &#8211; Cenários Possíveis</p>
<p style="text-align: justify;">Funarte</p>
<p style="text-align: justify;">O que te desassossega?</p>
<p style="text-align: justify;">Só dói quando eu respiro e tudo isso me desassossega, um rumor ao entrar na sala &#8211; o rumor de uma inquietação: o nascimento dos corpos é o nascimento do risco, um percurso dentro de um espaço – entre o nu e o vermelho. É mais espaço e menos tempo: <em>porque o espaço é som, o volume desse espaço é o seu volume sonoro. Um corpo é formado pelo som do corpo – uns tocam os outros, como palavras.</em></p>
<p style="text-align: justify;">os efeitos da música sobre os corpos: movimento de escrita.</p>
<p style="text-align: justify;">Permite e não-permite aos seres-viventes, o poder nasce do corpo para o próprio corpo: o vestido e o não-vestido. O vestido não permite, a pele não permite – rasgam-se para compartilhar a carne, para dar-lhe nome.<br />
Acendem um cigarro, a droga diária, a droga da calma &#8211; o falo, consumido em alguns minutos, onde a fumaça ascende o tempo restante, o tempo a vir &#8211; a morte.</p>
<p style="text-align: justify;">A letra, o vermelho, esfregam-se no corpo pela violência do nome, a violência do sossego.</p>
<p style="text-align: justify;">11-11-12<br />
<em>noite</em></p>
<p style="text-align: center;">_______________,</p>
<p style="text-align: justify;"><img src="https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/396603_163747987101008_51045628_n.jpg" alt="" width="450" /></p>
<p style="text-align: justify;">É impossível chegar à sala de espetáculos e se deparar com o título em um quadro-branco &#8220;O que te desassossega?&#8221;, a ser preenchido pelo público, e não pensar em Fernando Pessoa. Dhu Rocha, em um papo após a apresentação, nos disse que Pessoa tinha os seus próprios desassossegos e que, enquanto montava o espetáculo, percebeu que cada um de seus amigos tinham algo que os desassossegava, entretanto, ao nomeá-lo, o desassossego perdia sua força, por conta do nome. &#8220;O nome sossega&#8221;, ele diz.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Só Dói Quando eu Respiro</em> é de difícil classificação em gêneros tradicionais: &#8220;não há <em>personagens</em>, porque é o corpo e suas partituras físicas, cada uma com sua memória&#8221;. O que nos faz pensar que não é construído pela narratividade, mas sim pela textualidade: texto, tecido &#8211; corpo e os efeitos de música sobre ele, sendo impossível prever seus movimentos dentro do espaço. O que resta são os riscos deixados ali, a própria vida.</p>
<p style="text-align: justify;">**O primeiro texto surgiu no ato da peça, como espectador. O segundo texto foi escrito a partir de um bate-papo com o grupo Omkara, após o espetáculo.</p>


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		<title>Falsa Paquita</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2012 05:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Midia Livre</dc:creator>
				<category><![CDATA[[2011] Últimas Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[3º Congresso Fora do Eixo Minas - Cenários Possíveis Centro Cultural UFMG   “Na mulher que pensa, os ovários secam” Eduardo Galeano Há este palco e sua construção sonora – mini-tvs, plásticos-bolha, crianças latinas e seus cantos, e as...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;" align="RIGHT">3º Congresso Fora do Eixo Minas - Cenários Possíveis</p>
<p style="text-align: justify;" align="RIGHT">Centro Cultural UFMG</p>
<p style="text-align: justify;" align="RIGHT"><span style="text-align: left;"> </span></p>
<p style="text-align: right;" align="RIGHT">“<em>Na mulher que pensa, os ovários secam”</em></p>
<p style="text-align: right;" align="RIGHT"><em></em><em>Eduardo Galeano</em></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Há este palco e sua construção sonora – mini-tvs, plásticos-bolha, crianças latinas e seus cantos, e as bonecas em volta da Paquita: soldadas do exército da Xuxa, soldada – sou dada, moldada – em cabelos louros e olhos claros, como os padrões exigem.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">O devir de cada um está no som de seu nome: Xuxa, um nome-cruz, o nome da cruza, produto de um cruzamento – em seu nome há o inexorável ato sexual: a verdadeira Rainha e sua função reprodutiva.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Uma televisão ligada acende uma linha de som agudo, la grabación. A sobreimpressão de grades compreende uma tela atrás de um carrinho de mercado, onde dança repetitiva e hipnoticamente uma figura de plástico. O corpo plástico. O sexo plástico e sua cor. Quais cores e sexos? As bonecas não se incomodam.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"> Nascida para dar leite e lágrimas, a mãe ascende à fumaça do charuto – o falo, e penetra o desejo da filha, encerrando-o em brasa e determinando toda a sua vida: será uma menina, e ela não sabe o que isso quer dizer – prefere a cor azul. A mãe, claro, prefere o plástico à pele.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"> 10-11-12</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">noite, chuva</p>
<p style="text-align: center;" align="JUSTIFY">______________,</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><img src="https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc6/217017_1679723441934_7304031_n.jpg" alt="" width="450" /></p>
<p style="text-align: justify;" align="LEFT">Com recortes de textos de Eduardo Galeano, Roberto Alvim e Miranda Grey, Marilene Batista e Letícia Castilho realizaram uma importante obra sobre o feminino e a influência dos meios de comunicação no corpo. E por que esse tema? Tudo surgiu a partir de uma viagem de intercâmbio à Argentina, em que Marilene leu um conto de Roberto Alvim, um texto dramático que retrata os conflitos existenciais de um grupo de jovens brasileiros que decide assassinar dez celebridades para semear o pânico na sociedade, expondo a fragilidade ideológica da atual geração. Após voltar ao Brasil, Marilene reuniu um extenso material e se encontrou com a sua diretora, Letícia Castilho: surgiram desenhos, textos, músicas, riscos e restos: sobreimpressões que são perceptíveis na dramaturgia final (termina-se um texto?) até na composição do cenário. Da necessidade de expor, discutir, questionar certos conceitos e do encontro com Alvim, Galeano, Gray e a banda colombiana Aterciopelados surge um delicioso espetáculo sobre o plástico, no sentido em que o plástico é o passivo, que pode ser moldado com facilidade – como crianças sentadas à TV, em uma manhã de sábado, olhando a Rainha de corpete chegar em sua nave.</p>
<p style="text-align: justify;" align="LEFT"> **O primeiro texto surgiu no ato da peça, como espectador. O segundo texto foi escrito a partir de um bate-papo com Marilene Batista e Letícia Castilho, após o espetáculo.</p>


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		<title>A Cultura e as Universidades do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 04:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Midia Livre</dc:creator>
				<category><![CDATA[[2011] Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Após as apresentações iniciais, Ivana Bentes &#8211; professora do departamento de comunicação da UFRJ convidada ao 3º Congresso Fora do Eixo Minas &#8211; afirma que há hoje no Brasil dois principais tipos de formação: a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-size: small; font-family: Verdana, serif;">Após as apresentações iniciais, Ivana Bentes &#8211; professora do departamento de comunicação da UFRJ convidada ao 3º Congresso Fora do Eixo Minas &#8211; afirma que há hoje no Brasil dois principais tipos de formação: a formação convencional e a em fluxo, em contraponto à Universidade convencional (que é uma importante reserva de mercado e certificação de saber mas que muitas vezes não dá conta do desejo de prática dos alunos). &#8220;Há muitos empregos que terão que ser criados pelos próprios alunos&#8221;, ela afirma.</span></p>
<p style="text-align: center;" align="JUSTIFY"><a href="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/ivana.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5952" title="ivana" src="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/ivana.jpg" alt="" width="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">É perceptível um descompasso entre a velocidade de compartilhamento de informação e trocas de experiências práticas permitida pela formação em fluxo e o velho ensino universitário. Por que tirar uma criança de um ambiente de super estímulo e colocá-la dentro de estéreis quatro-paredes? É uma questão fundamental para pensarmos um sistema de formação no Brasil que dê conta do desejo de prática de  população. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">A Universidade Fora do Eixo permite uma multi-certificação, porque permite os percursos que cada um deseja. É, de fato, uma auto-certificação, dentro de uma sinergia colaborativa. Ivana coloca a necessidade de redistribuição do capital simbólico que a Universidade acumulou mas não compartilhou, o que seria uma importante intercessão entre a UniCult e a Universidade convencional. Há na rede Fora do Eixo um processo de formacão e um intenso diálogo de prática. Dessa forma, a Universidade Livre das Culturas foi criada para sistematizar esse saber-corrente, permitindo uma maior rapidez de compartilhamento. A rede é um ambiente de troca em si e os coletivos que a compõe são os respectivos<em> campi </em>e cada festival é um <em>campus</em> temporário, por assim dizer.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">Participou do encontro a representante da Regional MG do Ministério da Cultura, Cláudia Houara. Ela colocou em pauta o momento de transição que o setor de cultura passa, com a posse da nova ministra Marta Suplicy. </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="JUSTIFY"><a href="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/claudia.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5953" title="claudia" src="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/claudia.jpg" alt="" width="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">Minas Gerais possui 179 Pontos de Cultura e o Minc já reconheceu a produção cultural dos Pontos de Cultura, mas é necessário reconhecer a capacidade de formação de cada um &#8211; vários municípios não possuem conselhos de cultura e quem tem a capacidade operativa são as redes, coloca Ivana Bentes, e conclui: &#8220;o investimento do Estado no próprio estado resultará em uma lentidão em chegar justamente onde a capacidade de operação já existe&#8221;.</span></span></p>


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		</item>
		<item>
		<title>O Individual Coletivo &#8211; O Trabalho com Cultura de forma Independente</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 04:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
				<category><![CDATA[[2011] Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Paloma Parentoni é umas das convidadas do 3º Congresso Fora do Eixo Minas para o debate dentro da Reunião Livre. Ela atua na producão cultural há quinze anos em Belo Horizonte, cidade em que nasceu. Um...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p align="JUSTIFY">Paloma Parentoni é umas das convidadas do 3º Congresso Fora do Eixo Minas para o debate dentro da Reunião Livre. Ela atua na producão cultural há quinze anos em Belo Horizonte, cidade em que nasceu.</p>
<p align="JUSTIFY">Um dos seus projetos atuais é o Trajeto do Afeto: ela usa barquinhos de papel em uma intervencão nas ruas das cidades, para que as pessoas parem e respirem no correrio das ruas nos centros urbanos &#8211; um respiro que te traz uma memória pela figura simples de um barquinho feito a mão.</p>
<p align="JUSTIFY">Paloma diz não se sentir confortável em participar somente de um coletivo e prefere fazer um percurso individual entre os grupos, compartilhando e se impregnando de experiências. Em várias viagens pelo Brasil, ela chega e agrega uma equipe para a realização da intervenção, com o que cada um possui de material ou humano e mostrou a importância de ser micro na atividade cultural. A partir desse momento, criou-se um debate.</p>
<p align="JUSTIFY">Presente na conversa, Ivana Bentes apresentou uma outra posição: &#8220;não existe nem micro e nem macro&#8221;. O que existe é um grande espaço, no qual é necessário redistribuir poder e potência (que é o próprio estímulo), disputando e criando conceitos.</p>
<p align="JUSTIFY">Sobre a produção cultural feita de forma individual, Paloma coloca: &#8220;Meu coletivo é o mundo, eu segui por onde o fluxo me levou. &#8220;Trabalhando sempre numa mesma metodologia de coletivos há um risco de se verticalizar o que seriam lideranças naturais. E isso me dá a impressão de uma instucionalização &#8211; sem afirmações&#8221;. Um medo de se institucionalizar um sonho, que não haja hierarquias, ela continua: &#8220;é necessário entender quem veio antes e ser aberto a ouvir sem julgamento. Se a Casa Fora do Eixo existisse quando eu comecei, eu teria me integrado&#8221;.</p>
<p align="JUSTIFY">Marielle Ramires, da Casa Fora do Eixo São Paulo, discorda em relação ao conceito de liberdade que Paloma defendeu &#8211; &#8220;ela diz que trabalhar sozinha garante liberdade, como se a ação em coletivo também não fosse libertadora e não garantisse a autonomia dos indivíduos envolvidos. E o que coloquei foi que a ação em coletivo garantia processos ainda mais libertários que trabalhar só, já que demanda aprimoramento pessoal no que se relaciona a lidar com o outro, a viver em sociedade, no que se refere a capacidade de dialogar, de construir e aperfeiçoar nossos processos sociais, etc.&#8221;, Marielle defende.</p>
<p align="JUSTIFY">Paloma coloca que, de fato, não houve contraponto à sua fala no debate, pois o que é deixado é a dúvida, não a resposta e nenhuma fala é para a finalidade de enfraquecer outra &#8211; tudo se soma.</p>
<p align="JUSTIFY">Essa é uma discussão importante e viva, a ser retomada em vários outros encontros: o individual e o coletivo na produção cultural brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>


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		</item>
		<item>
		<title>Curso de Fraternidade</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 04:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Midia Livre</dc:creator>
				<category><![CDATA[[2011] Últimas Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevistamos o Mestre Aderbal, dentro do 3º Congresso Fora do Eixo Minas, após a Reunião Livre, sobre o tema do simples que passou por sua fala no encontro. &#8220;Essa tecnologia da humanidade e o processo colaborativo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">Entrevistamos o Mestre Aderbal, dentro do 3º Congresso Fora do Eixo Minas, após a Reunião Livre, sobre o tema do simples que passou por sua fala no encontro. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">&#8220;Essa tecnologia da humanidade e o processo colaborativo independente do Estado e da Universidade, em que o gozo e a responsabilidade se aliam como arma eficiente. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">A cultura é a tecnologia da sobrevivência e não dá mais pra continuar cedendo às experiências ruins. A forma harmônica de sobrevivência passa pelo conhecimento de quem está ao seu lado &#8211; uma convergência das necessidades e a visibilidade da nossa luta nos dá a certeza que que não estamos sozinhos&#8221;. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">Para o Mestre Aderbal, a prática deve se dirigir contra a intolerância cultural &#8211; por que tenho que ser igual ao outro? A sua fala é sobre o espírito da ferramenta colaborativa, um verdadeiro curso de fraternidade.</span></span></p>


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		<title>O Desenho de uma Prática da Cidade</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 04:38:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Michelle Parron</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lu de Laurentiz, professor de urbanismo e arquitetura na UFU, relatou a sua experiência com o Movimento Fora do Eixo em Uberlândia. Pablo Capilé, em 2008, fez uma oficina na Universidade onde o professor Lu...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">Lu de Laurentiz, professor de urbanismo e arquitetura na UFU, relatou a sua experiência com o Movimento Fora do Eixo em Uberlândia. Pablo Capilé, em 2008, fez uma oficina na Universidade onde o professor Lu fez uma ponte entre o Coletivo Goma, com o qual já trabalhava na cidade, e o Fora do Eixo. Em suas palavras, nao é possível falar de academia sem falar de cidade &#8211; relação na qual é necessário buscar uma diretoria &#8220;do verbo e não da verba&#8221;.</span></span></p>


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		<title>Reunião livre da UniFdE toma conta da tarde de Congresso Fora do Eixo Minas</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 04:32:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Midia Livre</dc:creator>
				<category><![CDATA[[2011] Últimas Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A tarde de sábado foi tomada pela Reunião Livre no Congresso Fora do Eixo, na Funarte &#8211; um grande encontro em volta de uma conversa infinita, um momento de identificar e compartilhar as experiências. O...]]></description>
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<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">A tarde de sábado foi tomada pela Reunião Livre no Congresso Fora do Eixo, na Funarte &#8211; um grande encontro em volta de uma conversa infinita, um momento de identificar e compartilhar as experiências.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">O debate foi pautado por discussões e posicionamentos em torno de um dos simulacros do Fora do Eixo, a Universidade Livre, e sua grande parceira UniCult (Universidade Livre das Culturas), formada por jovens de 18 a 35 anos, e que querem trabalhar com cultura.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, serif;"><span style="font-size: small;">Talvez o dado mais interessante seja a grande proporção de pessoas que largaram a faculdade, por conta das atividades na UniCult. O debate que se seguiu esclareceu essa questão e contou com a participação de muitos dos convidados ao Congresso.</span></span></p>


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		<title>Um percurso pelo Duelo de MCs</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Nov 2012 23:20:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Midia Livre</dc:creator>
				<category><![CDATA[[2011] Últimas Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Na noite de ontem (09/11), após debates e apresentações musicais de Radik, K2 e Vandaluz, a equipe de cobertura colaborativa do Congresso Fora do Eixo Minas seguiu rumo ao viaduto Santa Tereza, onde há mais...]]></description>
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<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Na noite de ontem (09/11), após debates e apresentações musicais de Radik, K2 e Vandaluz, a equipe de cobertura colaborativa do Congresso Fora do Eixo Minas seguiu rumo ao viaduto Santa Tereza, onde há mais de cinco anos é realizado o Duelo de Mcs de Belo Horizonte. Fotos e vídeos documentaram tudo que rolou por lá, incluindo a apresentação de Linha Dura, rapper que veio diretamente de Cuiabá para participar do duelo.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">No evento, o que manda é a capacidade de <em>freestyle</em> – modalidade de rap onde as rimas são feitas no mais completo improviso, conforme demanda a situação, o tema ou a letra composta pelo “rival”. Vale a pena ressaltar aqui que o <em>duelo</em>, em si, não parte de pressupostos sociais ou ideológicos. Muito pelo contrário: o norteamento das composições pelo viés da crítica ao sistema e a questão da descriminação racial são comuns à maioria dos participantes.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/linha.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-6013" title="linha" src="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/linha.jpg" alt="" width="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Sim, existem de fato agressões poéticas ao adversário. Mas essas devem ser pensadas não como simples agressões, mas como movimentos de ataque e defesa, no sentido esportivo da questão – é o exemplo das competições de boxe ou tae kwon do. A força do movimento segue, portanto, não nas batalhas <em>em si</em>, mas no movimento de contestação social como um todo – inclusive musical.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">O viaduto de Santa Tereza fica localizado próximo a praça da Estação. Porém, o local encontrava-se marginalizado e esquecido pela administração municipal. Paralelamente, a cidade seguia seu processo mais ou menos natural de exclusão urbana, sofrida de forma mais sensível pelas comunidades carentes. Essas comunidades é que criaram formas próprias de cultura e também de resignificação dos espaços da cidade. Foi precisamente <em>isso</em> que aconteceu quando o coletivo Família de Rua passou a reocupar aquela área e fazer dela um marco pulsante de cultura marginal.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Dos bastidores, o rapper Gusmão (apelido de Gustavo Souza) acompanhou toda a movimentação. Fez parte do grupo Julgamento, e começou a frequentar o duelo a partir do segundo ano de sua realização. Apesar de há sete anos praticar o <em>freestyle</em>, comenta que sempre o fez entre amigos – muitos deles figuras influentes na cena hip hop da capital mineira.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><a href="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/gente.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-6014" title="gente" src="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/gente.jpg" alt="" width="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Apesar do histórico, jamais tinha duelado no evento. Pelo menos até o dia de ontem. Com uma letra que retratava o início de sua trajetória até o momento em que rimava pela primeira vez ao grande público, ganhou admiração geral e derrotou com folga seu primeiro oponente. Ele conta que além de incrível, a experiência serviu para fortificar a confiança em seu talento; além disso, ele prometeu que incluirá tudo em sua tese de mestrado em música (onde fala também sobre o Duelo de Mcs). De quebra, adiantou: ano que vem lançará seu primeiro álbum, onde incluirá também, seus parceiros do coletivo Família de Rua. <a href="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/respeite.jpg"><br />
</a></p>


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		<title>Experiência K2</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Nov 2012 23:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Midia Livre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois músicos juntos são uma dupla; quatro músicos juntos são um quarteto; três músicos juntos são um power trio. O título não vem de graça: é preciso fazer o que a maioria das bandas faz...]]></description>
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<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Dois músicos juntos são uma dupla; quatro músicos juntos são um quarteto; três músicos juntos são um power trio. O título não vem de graça: é preciso fazer o que a maioria das bandas faz com quatro integrantes, mas com uma pessoa a menos. Rush e Cream fizeram por onde, e se tornaram lendas. O K2, de Poços de Caldas, ainda não virou lenda – mas segue honrando com mérito o prefixo power.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Isso ficou claro logo na primeira música do show realizado ontem (09/11), no auditório da Funarte (Fundação Nacional de Arte) em Belo Horizonte. A apresentação faz parte da programação musical do segundo dia do Congresso Fora do Eixo Minas, que teve também apresentações de Radik e Vandaluz.</p>
<p style="text-align: center;" align="JUSTIFY"><a href="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/k3.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-6022" title="k3" src="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/k3.jpg" alt="" width="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">O som do grupo lembra a época em que o rock brasileiro havia se entregado de corpo e som ao hardcore. Entre o meio e o fim dos anos 90, bandas como Raimundos e Planet Hemp dominaram a cena, fizeram sucesso e aplicaram na juventude doses cavalares de inquietação social, política e sonora. Porém, grande parte desses conjuntos se desfizeram ou simplesmente seguiram com outros projetos – como é o caso de Marcelo D2, do Planet Hemp.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">O K2, porém, seguiu firme – e pesado. Há 14 anos representa tudo aquilo que o gênero parece ter se esquecido, seja por excesso de sentimentalismo ou por mero descaso harmonico. Os riffs lembram a fase jovem do Metallica, mas com a dispensa aos solos alucinadamente rápidos, em prol de sequencias mais ponderadas – apesar de também aceleradas.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Do ponto de vista vocal, a influência do forró hardcore dos Raimundos é clara. A voz, em si, não lembra a de Rodolfo – que futuramente veio a formar a banda evangélica Rodox – mas a maneira como trabalha em conjunto com as outras lembra e muito o estilo adotado pelo grupo que alcançou o sucesso com o single &#8220;Mulher de Fases&#8221;. Liricamente falando, fazem referencia a outra banda que já foi mencionada aqui: o Planet Hemp – porém com um adendo.</p>
<p style="text-align: center;" align="JUSTIFY"><a href="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/POST-CONGRESSO.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-6023" title="POST CONGRESSO" src="http://congresso.foradoeixo.org.br/wp-content/uploads/2012/11/POST-CONGRESSO.jpg" alt="" width="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Enquanto D2, Black Alien e companhia levantavam a bandeira da legalização da maconha, e todos as mazelas sociais decorrentes da perseguição ao usuário, os três integrantes ampliam o espaço de militância para vários outras instâncias da estrutura social. Porém, mais interessante que a mensagem é o contato direto que essa mensagem tem, dentro da temática da banda, com a juventude.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Como se fossem pequenos manifestos revolucionários, as canções conclamam os ouvintes a refletir as políticas e politicagens dominantes no país. Ao mesmo tempo, celebram a identidade nacional com &#8220;Brasileiro, Alma Grande&#8221;, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">No mais, foi um concerto para se curtir sem medo de deslocar o pescoço, gastar a sola da bota ou se atrever a não rever uma série de conceitos, e que venham mais 14 anos de banda.</p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">


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