Em meio às roupas coloridas, sapatos diferenciados, assessórios, cabelos estilizados, vozes fortalecidas, estavam as femininas reunidas nesse fim de tarde de sábado. O papo das femininas no Congresso gerou grandes debates. Com assuntos diferenciados a equipe de mulheres, junto com alguns homens, estimulou a todos e agregou inúmeras temáticas.
A mulher contemporânea vista como formadora de opinião e gestora de diversos processos veio à tona na discussão. A evolução do papel feminino na sociedade mostrou a satisfação da mudança da mulher atual, com poder de imposição, nos rostos da roda formada. A “ revolução”, queimada dos sutiãs se mostra hoje ativa e viva muito além das casas.
A forma que a rede trabalha esse papel feminino é importante nesse sentido de mudança e entendimento da mulher atual no processo do Fora do Eixo. Essas femininas ocupam na rede, em sua grande maioria, o papel de gestoras de processo, já que têm esse perfil de
sistematização, organização dos processos. Dentro dos coletivos as mulheres atuam, principalmente, na frente do banco FDE, e nessa mostram sua força feminina de gestão de trabalho. Mas a realidade vem mostrando transformações. Isso se prova pelo aumento do número desse sexo na própria rede nos últimos anos.
A sensibilidade feminina foi pauta e se mostrou presente na conversa. O direito feminino de ir e vir foi muitas vezes apontado nos diversos contextos, e evidenciou o quanto esse direito ainda não visto tão naturalmente assim pela sociedade, e principalmente, pelo machismo ainda existente.
A ideia das femininas FDE não é lutar ou conflitar pelo universo feminino, mas sim, evidenciar o papel das mulheres contemporâneas indo sempre atrás de seus ideais de equilíbrio e ação. Se é como a Laís Bellini disse, baseada na fala de um dos homens do circuito, “ as mulheres estão falando” ou se estamos organizando processos importantes, elas, nós, estamos aí, ocupando.
Borá lá femininas, juntas com sensibilidade e poder de realização que temos. E vamos deixar os homens lavar o banheiro, sim. rs
Por Mariah
Eu fico vendo as fotos e pensando, cara passou uma semana! Passou rápida de mais, parece que hoje ainda é domingo e ainda vamos começar, mas simultaneamente a isso parece ter passado muito tempo em quantidade de informação que rolou por lá. Foi um grande processo para absorver tudo, a vontade era de se transformar em pelo menos umas 4 pessoas, pra conseguir participar de todas as reuniões, mini conferências e debates que rolavam simultaneamente por todo o Paço das Artes. Não simplesmente foi fora do eixo, foi fora de série, fora da noção comum, fora do pensamento não cognitivo de uma pessoa que jamais acompanharia o processo todo. Foi foda! Foi fora da utopia. Foi realidade!
Os grupos de discussões eram especialmente críticos e ricos na arte de passar uma informação, de belo monte a leitura, de performances no palco até jornalismo cultural, de música independente a políticas culturais, de um novo modelo para as universidades até como fazer serigrafia. O IV Congresso Fora do Eixo possibilitou novas aberturas para pessoas que procuram como sair do eixo.
E mais de 2 mil pessoas participaram do evento, isso mostra a quantidade de pessoas que estão enxergando como o sistema atual de políticas públicas, de jornalismo, de música, de arte e das relações sociais em um geral estão em crise, num processo decadente que leva a ascendência de propostas inovadoras como foram fomentadas durante toda a semana passada.
Incrivelmente inspirador e confortante perceber e encontrar com pessoas, que não somente pensam, mas que já criaram, ou estão fomentando, toda uma nova concepção de valores para conceber esse novo mundo que chega.
A cada momento me sinto mais instigada a participar mais de todo esse processo, de participar de toda essa mudança. É muito massa ter a sensação de que estou no caminho certo. Agradeço a todos que tiveram a coragem e a chance de iniciar algo tão inspirador, ainda tem muito o que percorrer, mas se ninguém tivesse começado, hoje não teria 2 mil pessoas correndo. Que venha 2012! Nós estamos preparados
Por Sarah Rodriguez
Localizado na zona metropolitana do Campo Limpo, a comunidade do Capão Redondo é um lugar pitoresco, com aproximadamente 600.000 habitantes, o lugar é cheio de cultura popular. Reduto de artista, poetas, letristas e pessoas dispostas a discutir políticas públicas, cultura, educação e arte.
Com a proposta de vivenciar, compartilha, trocar experiências com a pessoas da comunidade do Campo Limpo, a programação Tudo Junto Misturado, proporcionou um maior conhecimento sobre as atividades que aconteciam na comunidade e os projeto em andamento. Além de abordar a história de Solano Trindade que foi o fundador do grupo de arte popular de pelotas, e participou da fundação da escola de samba unidos do Duque de Caxias, entre outros feitos. Personagem homenageado pelo Banco Comunitário União Sampaio, com a Agência Solano Trindade.
A sessão do Cinesamba foi no bar do Mutio – Casa do Samba, onde foram servidos sucos de abacaxi e frutas fresquinhas para os convidados,exibições de curtas realizados por agentes da comunidade, e antes de começamos as devidas apresentações, o grupo Conselho das Crianças fazem uma pequena apresentação de hip-hop, em seguida apresentam o projeto com as crianças da comunidade onde realizam oficinas de iniciação musical que acontecem toda as quarta feiras no bar.