Na tarde desta quinta, dia 15, foram retomados os trabalhos da Oficina de produção musical em software livre (colocar link do texto “Oficina e prodção musical em software livre”). Na introdução desta segunda parte, Jovem Palerosi discorreu sobre a historia do samplers e mash ups para chegar ao tema de musica livre. Também foi falado sobre Creative Commons e indicados os sites de musica livre ccmix.org, jamendo, o brasileiro overmixter, que esta desatualizado mas ainda ativo, e o freesound.org.
Isto posto, partiu-se para a parte pratica. A turma decidiu-se por fazer uma vinheta para webradio. A concepção da vinheta foi através de brainstorming. Decidiu-se trabalhar com o programa Audacity, por sua simplicidade e possibilidade de ser baixado para Windows também.
Foi muito bacana ver como os vários integrantes da turma se revezaram no controle do computador usado para a oficina. Houve ate quem pusesse seu próprio notebook para baixar o programa na hora mesmo, para familiarizar-se.
Efeito sonoro e fundo musical escolhidoe e baixados. Cortes, edicõs, gravção de locução, tudo feito coletivamente. Acerto de volumes, normalização da onda sonora, pronto! Temos uma vinheta coletiva produzida em software livre com sons baixados de sites de musica livre e, para coroar, publicado numa biblioteca livre chamada archive.org.
De fato, uma bela oficina!
Em meio à não-grade do IV Congresso Fora do Eixo, um dos temas debatidos que fazem parte da cultura e da organização atual da sociedade foi a economia solidária.
Com a presença de alguns observadores envolvidos com o tema, a discussão, ou melhor, a conversa infinita do momento perpassou a vivência da economia solidária dentro da Rede Fora do Eixo e, mais que isso, abrangeu o tema de forma geral. Possibilitou uma reflexão sobre as realidades já construídas, baseadas no conceito já em voga da diferente valorização do trabalho e as possibilidades de trocas existentes.
Além disso, o que fica como marca permanente da reunião aberta sobre economia solidária, é a necessidade de ressignificação das relações e dos padrões de valores, para que cada ação e aplicação de um novo conceito e percepção do trabalho e das relações entre as pessoas possa ser vivido aumentando a felicidade de cada indivíduo.
Por Leo Lina
Microfone aberto. A plenária final do IV Congresso Fora do Eixo selou a proposta de um programa livre e aberto de debates, provocando mais dissensos do que explicações corretas sobre o Fora do Eixo e os temas que o evento colocou em pauta. Fazendo história, o Fora do Eixo consolida uma nova forma de fazer política, de difundir a arte, de trocar, dialogar, de ver o mundo.
A sugestão era que cada congressista se apossasse do microfone, durante todo o tempo permitido para a utilização do Paço das Artes, e fizesse sua própria plenária. Cada fala pronunciada deveria complementar as anteriores, sem repeti-las, formando um discurso uno, porém plural e fragmentado, sobre toda a força de ações realizadas durante o congresso.
A escuta de cada depoimento reverberava no pensamento de cada congressista num processo de autoavaliação, como se enxergássemos a nós mesmos a partir da fala do outro. O resultado não poderia ser outro, pois num clima antecipado de despedidas, a palavra-chave daquela noite de sábado foi emoção.
Tal como na plenária de abertura, este final de evento e o microfone aberto provocaram uma ressignificação dos espaços democráticos e libertaram algumas ansiedades enrustidas pelo ato da fala, do posicionamento. De forma livre, cada pronunciamento refletiu a complexidade e a sorte de questões que foram colocadas nas rodas de debates e como cada qual se sentiu em relação a cada um dos assuntos.
Em vez de deliberar por resultados e conclusões, o congresso se fez nisso: puro caos. A não ser, talvez, pela decisão da próxima edição no Rio de Janeiro, nada pôde ser muito bem concluído e não havia plenária que pudesse somar num único fim todas as pautas que foram levantadas – entre elas, a nova música brasileira, a desescolarização, as redes das redes, os festivais, a economia da cultura, questões de gênero e por aí vai.
Todos os assuntos e os sentimentos que vieram à tona naquela noite indicam um porvir que se constrói no próprio presente. Isto, sim, foi ficando claro a todos que faziam parte dessa imensa empreitada. Cada congressista se sentia fazendo parte de um momento histórico do Brasil, uma “pós-Semana de Arte Moderna”, nas palavras de Talles Lopes. As emoções possivelmente floresciam porque, assim como a criança Maitê, a última da plenária, o futuro do Fora do Eixo mostra-se vivo e já em efervescência.
Por Clayton Nobre
Construção das articulações deste ano, a consolidação da Regional RJ/ES se concretiza nas reuniões livres de #ConversasInfinitas durante o IV Congresso Fora do Eixo. A ponte capixaba-fluminense aconteceu de forma natural, através de uma relação histórica-cultural-geográfica entre os estados que gerou (e gera) uma aproximação entre os agentes e os hábitos de consumo de cultura de ambos os estados. Nesse sentido, a formação da Regional começa no laboratório de vivências entre os agentes, compartilhando experiências que puderam nos fazer entender as dificuldades e facilidades de atuação de cada coletivo para entender as potencialidades da regional.
As discussões do encontro começam na articulação política do audiovisual entre estados – a vocação cineclubista de ambas as cenas como ferramenta de formação e democratização da cultura –, passeiam pela possibilidade de fomentar as artes integradas como principal experiência compartilhada e desembocam na necessidade de interiorização das ações de mobilização. Tanto no Rio de Janeiro quanto no Espírito Santo, ficou evidente que, para conseguir realizar um circuito eficiente entre é preciso contaminar mais coletivos nas cidades interioranas e promover a descentralização produtiva e midiática que se fortalece nas capitais.
Cidadela, Ponte Plural, FDE-ES, Instituto TamoJunto, SESC Tijuca, Incubadora de Economia Solidária da UFES e Serra Elétrica são alguns dos coletivos/agentes que articulam as inúmeras #IdeiasPerigosas para atingir a organicidade da regional. O poder de conhecer a realidade dos pontos de articulação nos faz entender também os campos de disputa que estão se formando em todas as frentes e, com isso, fortalecer a idéia de que o trânsito capixaba-fluminense pode (e deve) ser cada vez mais fluído. A frente da Música é a ferramenta que abre caminhos e prepara o campo para trabalhar as artes integradas, o Clube de Cinema, a FEL, etc e propor a mescla das cenas, além de ressignificar o papel dos coletivos da regional dentro do macro das ações do Fora do Eixo.
Por Carolina Ruas