No sexto dia do IV Congresso Fora do Eixo, aconteceram dezenas de reuniões internas das regionais FDE. O fortalecimento do Centro Multimídia, frente responsável pela comunicação da rede, foi pauta constante, em especial na mini-conferência realizada com a presença de Bruno Torturra, Claudio Prado e Alex Antunes.
Hoje também foi o dia do I Congresso Nacional do Partido da Cultura. No final, uma grande reunião com todas as regionais com o intuito de estabelecer novas Casas Fora do Eixo pelo país e também da contextualização para todos os congressitas acerca do surgimento das Casas FDE. Pablo Capilé explicou que trata-se de uma radicalização, trazendo para a prática cotidiana todos os princípios adotados pelos agentes. Em paralelo a isso, é a sistematização radical de uma rede de ações políticas, sociais e culturais, e o estabelecimento de pontos de produção cultural, que é a base do movimento. Em 2012 novas casas serão abertas.
Gestores das regionais Norte, Nordeste, Sul e Sudeste colocaram em pauta alguns dos conceitos a serem estabelecidos em cada espaço, uma vez que cada um destes espaços vão se configurar de acordo com o contexto local, considerando a necessidades e obviamente as estratégias macro do processo. Na Casa FDE Brasilia, por exemplo, o foco será a luta de valores do FDE, uma espécie de sede do Partido da Cultura, e também o desafio de se tornar um espaço cultural como a Casa FDE São Paulo, é o que explica Leonardo Barbosa que vive na capital nacional há seis meses.
Já Marielle Ramires, uma das co-fundadoras do Fora do Eixo, ressaltou que o Congresso é o momento de mapear novos estímulos, uma vez que o desafio de se colocar na prática cotidiana todo o discurso defendido pelo coletivo é imensa, e que para ela representa um avanço histórico, com tecnologia de ponta. Vários dos moradores da Casa FDE São Paulo fizeram um pequeno relato de como tem sido este meses de 2011 morando e por conseguinte vivenciando todo o laboratório da rede. Um destaque foram os depoimentos das #FEminina,s Carol Tokuyo de São Carlos (SP), gestora da UniFdE, Bianca Lima, da Distro de Uberlândia (MG), e Laura Morgado de Recife (PE), designer do Centro Multimídia.
Carol ressaltou que trata-se de um momento de grande aprendizado e ressignificação das pessoas enquanto ser humano, uma vez que a generosidade e a sensibilidade são essenciais em um trabalho coletivo. Já Bianca que mora há quatro meses na Casa FDE SP, considera que trata-se de uma opção de momento de sair da zona de conforto e se tornar um guerrilheiro. Laura, que passou parte da sua gestação no momento em que a Casa FDE se estabelecia em São Paulo, comparou os dois processos (gestação e FDE), como coisas semelhantes, dado que o surgimento de novas vidas vão se dando ao longo das vivências. O momento é de reflexão e planejamento, mas principalmente de avaliação sempre visando a flexibilidade das relações internas e externas.
Texto: Fernanda Quevedo
Hoje aconteceu mais uma reunião da regional Minas (Fora do Eixo Minas -FEM ), estavam presentes 54 agentes representando os mais diversos coletivos. Foram discutidos os dias que já se passaram do congresso e todas as dúvidas e estímulos que surgiram durante esse tempo também começamos a discutir o planejamento do Circuito Mineiro de Festivais Independentes. Falamos também sobre as conversas infinitas que aconteceram no decorrer da semana e sobre os seus propósitos, um deles de ampliar o conhecimento de todas as frentes do Fora do Eixo e assim facilitar a escolha da área que agente deseja atuar.
Outra pauta que entrou na reunião foi o desafio da Casa Fora do Eixo BH, sobre a importância e todas as possibilidades que ela irá proporcionar para a regional de Minas Gerais. Durante a reunião foi definido que fossem formados grupos com suas frentes específicas e que cada agente se encaixasse na me mais lhe interessa.
Como já se passaram 5 dias do #CongressoFDE já estava na hora de acontecer as discussões internas de cada frente. Houve uma divisão e foram formados os grupos de Música, Comunicação, Nós Ambiente, Clube de Cinema, Fora do Eixo Letras e Poéticas Visuais.
A reunião de Comunicação foi mediada por Raíssa Galvão, da Casa FDE BH, e foram levantadas várias pautas como:
A sistematização da comunicação e suas imersões que deverão acontecer durante todo o ano de 2012 passando pelo Grito Rock, pelas SEDAs,pelos Festivais do CMFI e pelas Cafes em Bh e São Paulo. Também foram levantadas questões mais internas e práticas como a necessidade de estar sempre de prontidão para a rede, e de mais atuação do FEM na comunicação nacional. Os TEC’s – planilhas de sistematização do trabalho dentro dos coletivos-, também foram discutidos, assim como a importância da presença de todos os agentes nas reuniões de comunicação que acontecem periodicamente.
#ÉNOIZ
Texto: Kamilla Queiroz
Dando continuidade aos assuntos relatados em outras reuniões da região Norte, o encontro dos coletivos nortistas na tarde de hoje, 16, prosseguiu abordando os temas de ressignificação da cultura, e a forma de organização de cada coletivo. A discussão central, puxada por Marcus Franchi, se focou em mostrar que nossas ações de mobilização dentro de um mesmo território é uma cadeia, ou seja, uma Arranjo Produtiva Local para políticas públicas. Foi avaliado que existe uma necessidade de que os coletivos procurem apresentar seus trabalhos para um espaço conservador, porém, transformando-o em algo mais dinâmico, criando um mapeamento de serviços.
O circuito Fora do Eixo já trabalha com o conceito de Arranjo Criativo Local – ACL, e é nesse espaço que precisamos focar para captação de recursos e para isso, dentro de nossas formações, podemos apresentar o trabalho de cada coletivo, dividindo seus eixos de trabalho, e quantidade de horas para cada eixo, fazendo um cardápio de serviços.
Através do cardápio de serviços de cada coletivo, e de seu banco de horas, será
possível fazer uma sistematização da região Norte, somando argumentos para ampliar a
capacidade de captar recursos, entrando em um campo empreendedor sem fugir do conceito da rede de promoção da cultura, mas fazendo um reposicionamento de trabalho, de renda, e aumentando também o campo do PCULT.
Dentro do Banco de horas, fazer a criação de eventos com qualificação e formação de
grades continuadas, fortalecendo o que os coletivos já produzem.
Os coletivos presentes na reunião decidiram que irão produzir a agenda 2012 com um organograma que faz a ligação de núcleos, criando metas que proporcionam um maior rendimento e paralelamente organizar o cardápio de serviços e banco de horas, trabalhando internamente as questões de dificuldades para que as soluções venham conforme as próximas reuniões, essa relação é uma oportunidade de visualizar a realidade de cada localidade, mostrando possibilidades que através da comunicação farão o envolvimento e mapeamento de serviços e condições de cada um.
Texto: Neila Collie
O frevo entusiasmado e psicodélico do Semente de Vulcão, e a rima pesada, crítica e reflexiva do rapper Linha Dura, compõem muito bem a pluralidade musical que o Fora do Eixo desenvolve no cenário da música do Brasil. Os artistas em questão, foram as atrações de ontem (dia 15), no Espaço Urucum, pelo Festival Fora do Eixo, que integra a programação do Congresso Fora do Eixo, que acontece em São Paulo.
Nessa linha, o sotaque mato-grossense e pernambucano que se cruzam em terras paulistas, mostram que não há mais barreira ao se ouvir algo novo e foi isso que se viu durante as duas apresentações empolgantes dos artistas que de forma segura apresentaram suas propostas musicais sem medo de mostrar a cultura de cada Estado.
Primeiro a Semente de Vulcão, que traz instrumentos acústicos e visual “bicho-grilo” (vale ressaltar ainda as maquiagens meio místicas) com um som que faz lembrar os repentes, o baião e o frevo, mas plugados à pedais de efeitos que dão um ar mais moderno a canções como “Olho do furacão”, “Morena do espaço” e “Boi encantado”.
Em seguida, as bases carregadas e pesadas (que ora trazem o gangsta, ora ritmos regionais) do Paulo Fagner da Silva Ávila, conhecido como Linha Dura, contam muito das angústias e da realidade do rapper que direto de Cuiabá aborda temas políticos, sociais e culturais nas letras que compõem a sua rima.
Por Thiago
Dentro da programação do IV Congresso Fora do Eixo, oficinas de comunicação são fundamentais para formar e reciclar os agentes. Um exemplo é a oficina de WordPress que fez parte da programação da quarta-feira e foi ministrada por Leo Germani. Com grande presença de agentes de vários coletivos de diferentes regionais, que vivenciam no dia a dia da comunicação as ferramentas do software livre, a oficina se mostra bastante útil dentro do contexto da cultura digital.
Dúvidas foram esclarecidas, e dicas bem funcionais foram passadas, como as várias formas de se adicionar mídias e configurar o site. Também focam demonstradas boas dicas sobre widjest e pluggings. Léo Germani trabalha no Hacklab, desenvolveu os plugings:Posttabs; Post hightlights; e os sites em wordpress: cultura.gov.br; tnb.art.br; catracalivre.com.br; mapasdevista.hacklab.com.br
Por Ana Márcia