Fora do Eixo pra confundir e não pra explicar
Hoje por volta das 11 da manhã rolou a abertura das atividades e discussões do 4º dia do Congresso. O local escolhido para a reunião foi um auditório onde as cadeiras do palco ficavam “abertas” para qualquer um que quisesse se manifestar. Muitos temas foram discutidos e diversos depoimentos de coletivos, principalmente do interior do Brasil, foram apresentados.
De maneira geral as pessoas falaram a respeito de diversas frentes de atuação no Fora do Eixo e também sobre ações regionais, mas uma reflexão conjunta de todos os debates levou à noção de uma lógica de trabalho da Rede.
Como foram muitas informações processadas (e o processador acelerando cada vez mais…), opto por relatar os pontos que mais me chamaram atenção: Um tópico que gerou bastante contribuições e opiniões foi levantado a partir da constatação de que existem duas grandes bancadas no FDE: a do Circuito Cultural e a do Movimento Social. Sempre contaminadas de #ideiasperigosas, as opiniões se mostraram diversas e ao mesmo tempo convergentes, até porque estamos em pleno processo de construção desta porra toda, não é mesmo? Primeiro se falou na ideia de Circuito como financiador geral e de Movimento Social como fonte de princípios e valores humanos que nos manteria longe da lógica industrial e corporativista atual.
Outro tópico levantado que permeia essa grande lógica de trabalho do FDE é a noção de #bordas. Esta noção viria da percepção da existência de atividades e militâncias sociais e/ou culturais ainda não conectadas à Rede. Sem falar nas pessoas todas de nosso país que ainda não começaram a pensar essa #novaordem que vem sorrateiramente pelo ar… A noção de borda esteve muito presente no debate da relação entre a face Movimento Social e a face Circuito Cultural do FDE, pois para que possamos ser efetivos em nossos objetivos dentro da Rede é necessário pensarmos todo o contexto macro, ou seja, nosso Brasil. Não que isso seja ou deva ser tornar uma obrigatoriedade para os colaborares da Rede, afinal, cada um faz o que pode e assim todos ajudamos a construir nossa (nova) realidade.
Outro tópico levantado foi a urgência de inclusão e intercâmbio com os movimentos das periferias, que estão, muitas vezes, para além das bordas do FDE, mas isso dá uma outra discussão, muito interessante, e mais relacionada à democratização do saber e à UniFDE.
De maneira geral, as visões apresentadas sobre a coexistência de interesses culturais e sociais em nossa Rede foi bastante interessante. Falou-se no Circuito como ferramenta do Movimento e também que o Circuito deve ter sua lógica pautada em prol de modificar nossa estrutura social. E ao mesmo tempo falou-se sobre a complementaridade entre Movimento e Circuito que ganha corpo ao darmos uma identidade a cada um dos aspectos.
Enfim, a velha e nova ideia de tudo junto ao mesmo tempo agora ganha cada vez mais força e a novidade vem em estarmos sempre conscientes de que viemos para confundir e não para esclarecer! Afinal, pode ser que existam peças dentro do Movimento Social que funcionem independentes do Circuito Cultural e o contrário também é verdadeiro, mas certamente existem inúmeras pontes de conexão.
Estas foram as impressões gerais sobre o que foi chamado de “Plenária” do FDE. Seja lá qual for o nome mais adequado, a reunião foi muito produtiva e esclarecedora para quem esteve presente.



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